Qual sua memória afetiva de Copa do Mundo?

Ontem, entre uma olhadela no jogo do Brasil e outra no Instagram, visitei alguns stories de pessoas animadas e esperançosas, vibrando por uma Seleção meio apagada e perdida, longe de ser a favorita a vencer e se tornar hexacampeã; ainda vi outras pessoas iludidas por um jogador que já teve seu auge em campo (é o que dizem), confesso que ele nunca me encantou, desde o seu surgimento no futebol; hoje não passa de um rapaz de caráter duvidoso e ponto. Quanto ao hexacampeonato, quisera estar enganada e nos tornarmos, no fim, um azarão. Quem sabe!

Apesar de seguirmos sendo os únicos pentacampeões do mundo, estamos com um time apagado, um futebol morno, distante de ser o favorito. Antes que me atirem pedras, quero frisar que estou longe, bem longe de ser experta em futebol, mas não sou de todo alienada no assunto, até gosto e tenho meu time do coração: o São Paulo, por herança do meu querido pai e torcedor roxo do tricolor paulista, em um tempo em que o futebol era considerado arte.

Bem, voltando à olhadela no Instagram, um story em especial me chamou atenção e até me inspirou a escrever esta crônica. Pouco antes de começar o jogo, a querida fez uma pergunta: algo como: “em qual casa vivemos uma Copa que nunca nos esquecemos?”. Naquele instante, me teletransportei para a Copa de 86, no México, eu tinha lá meus oito anos de idade. Confesso que não me lembro de quase nada dos jogos, tampouco dos nomes dos jogadores brasileiros à época, com exceção, claro, dos mais famosos, os craques Sócrates, Falcão, Zico, Casagrande, sem falar no inesquecível técnico Telê Santana e seu inseparável palito de dente no canto da boca.

Minha memória afetiva precisamente era de estar com a família reunida para assistir ao jogo na casa da tia Mê e da empolgação dela a cada gol do Brasil, que entre uma comemoração e outra, me pegava no colo e me jogava pra cima de alegria!

Já disse em outras crônicas que minhas melhores lembranças da infância vêm das visitas na casa da tia Mê, eram grandes aventuras pra mim!

Não ganhamos a taça naquela Copa, mas construímos memórias incríveis que se perpetuam pelo tempo.

Diga-me, querida/o leitora/o, qual sua memória afetiva de Copa do Mundo?

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