{"id":252,"date":"2026-10-30T00:02:22","date_gmt":"2026-10-30T04:02:22","guid":{"rendered":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/?p=252"},"modified":"2026-10-30T00:02:22","modified_gmt":"2026-10-30T04:02:22","slug":"nossas-historias-de-adocao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/?p=252","title":{"rendered":"Nossas hist\u00f3rias de ado\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Quando iniciei minha jornada na maternidade adotiva, me preparei, naturalmente, mais teoricamente do que na pr\u00e1tica. Assisti a v\u00eddeos, filmes e acompanhei depoimentos \u2013 presenciais e virtuais \u2013 em grupos de ado\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m li diversos livros sobre ado\u00e7\u00e3o, maternidade e educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Antes de tudo, advirto: nenhuma teoria ou viv\u00eancia relatada por outras m\u00e3es se compara \u00e0 experi\u00eancia pessoal na pr\u00e1tica da maternagem, quer adotiva, quer biol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">H\u00e1 pouco mais de 14 anos, dei o primeiro passo na jornada at\u00e9 a minha maternidade. N\u00e3o me lembro exatamente de quando surgiu a vontade de ser m\u00e3e, mas sei que era um sonho de inf\u00e2ncia: mesmo se eu n\u00e3o me casasse, queria ser m\u00e3e. E de uma menina. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Certa da minha decis\u00e3o, iniciei o processo pelo caminho da ado\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca parecia uma eternidade, mas, olhando para tr\u00e1s, sei que foi r\u00e1pido: entre a habilita\u00e7\u00e3o e a chegada da minha filha, foi um ano e cinco meses.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">A decis\u00e3o de ser m\u00e3e por meio da ado\u00e7\u00e3o perpassa a minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria, pela minha exist\u00eancia e pela minha pr\u00f3pria ado\u00e7\u00e3o. Sim, tamb\u00e9m sou filha por ado\u00e7\u00e3o \u2013 mas uma ado\u00e7\u00e3o realizada antes do ECA (Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente) e da Nova Lei de Ado\u00e7\u00e3o (que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o nova assim). <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">De outra gera\u00e7\u00e3o, meus pais adotivos optaram por manter minha origem em um c\u00edrculo restrito; apenas familiares e amigos muito pr\u00f3ximos sabiam. Agora, todos saber\u00e3o. Somente quando iniciei a trajet\u00f3ria para adotar a minha filha \u00e9 que descobri que a forma como eles lidaram com o assunto n\u00e3o era a mais adequada. No entanto, era a din\u00e2mica comum na \u00e9poca \u2013 a \u00fanica que sabiam exercer e a que eu tamb\u00e9m conhecia at\u00e9 ali.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Apesar de sempre ter havido um desconforto dentro de mim que eu n\u00e3o sabia nomear, respeitei a decis\u00e3o deles at\u00e9 o dia que eles partiram para o lado de l\u00e1 da vida.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">N\u00e3o tenho muitas lembran\u00e7as concretas daqueles tempos. Talvez por um mecanismo de defesa, bloqueei a maior parte das mem\u00f3rias. Lembro-me de ter tomado conhecimento da minha ado\u00e7\u00e3o por volta dos dez anos de idade, justamente quando se finalizou o processo judicial de troca de filia\u00e7\u00e3o e nome. N\u00e3o recordo se eles se sentaram comigo para conversar; s\u00f3 lembro que foi nessa \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Eu era filha da irm\u00e3 do meu pai adotivo. A vers\u00e3o que guardei foi a de que, assim que nasci \u2013 de um parto de g\u00eameos em que meu irm\u00e3o n\u00e3o resistiu \u2013, minha m\u00e3e contraiu tuberculose. Meus pais adotivos, rec\u00e9m-casados, assumiram meus cuidados e, posteriormente, a ado\u00e7\u00e3o. N\u00e3o me detalharam como foi o acordo com ela; apenas que eu fiquei. Por isso, mantivemos contato enquanto permanecemos na nossa cidade natal antes de nos mudar para Cuiab\u00e1. Eu convivia, ent\u00e3o, com minha m\u00e3e biol\u00f3gica, dois irm\u00e3os que tamb\u00e9m eram g\u00eameos e toda a fam\u00edlia ampliada: av\u00f3, tios, tias e primos. Sem consci\u00eancia de conceitos complexos, eu n\u00e3o questionava nada na \u00e9poca \u2013 ao menos, n\u00e3o que eu me lembre. Meu pai biol\u00f3gico n\u00e3o morava na mesma cidade. O relato \u00e9 que, logo ap\u00f3s meu nascimento, ele foi embora para S\u00e3o Paulo com outra mulher e l\u00e1 constituiu fam\u00edlia. Apesar de crescer como filha \u00fanica dos meus pais adotivos, descobri que, al\u00e9m dos g\u00eameos da minha m\u00e3e, tenho mais uma irm\u00e3 e um irm\u00e3o por parte de pai.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Na adolesc\u00eancia \u2013 fase t\u00e3o desafiadora \u2013, comecei a querer saber secretamente mais sobre minha origem. Queria, principalmente, saber se me parecia fisicamente com meu pai biol\u00f3gico, j\u00e1 que com minha m\u00e3e a semelhan\u00e7a era imensa. Passei anos da minha vida sonhando em encontr\u00e1-lo um dia e entender os motivos da nossa separa\u00e7\u00e3o, por que havia \u2018me abandonado\u2019. Planejava at\u00e9 contratar um detetive particular para localiz\u00e1-lo. Mas esse sentimento era guardado a sete chaves, pois o assunto era um tabu em casa. N\u00e3o era exatamente proibido, mas sempre havia um desconforto invis\u00edvel quando a conversa surgia. Por isso, por muito tempo, s\u00f3 tive um lado da hist\u00f3ria, apesar de ser a minha hist\u00f3ria. No entendimento dos meus pais adotivos, querer conhecer ou se aproximar da fam\u00edlia biol\u00f3gica parecia uma ingratid\u00e3o com quem os criou. N\u00e3o os culpo. Eles foram o melhor que puderam ser: meus pais queridos, que amo e de quem sinto falta todos os dias da minha vida. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Eu n\u00e3o conhecia a legisla\u00e7\u00e3o que resguarda o direito de buscar a origem biol\u00f3gica. Hoje, tendo conhecimento dos conceitos e das leis, entendo profundamente minhas dores ocultas. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sem conseguir nomear o que sentia, vivi durante anos o luto do abandono, algo que marcou intensamente minha trajet\u00f3ria, minhas escolhas de vida e meus relacionamentos, mesmo que de forma inconsciente. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Depois de anos de curiosidade, por ironia do destino, fui procurada no Orkut por uma irm\u00e3. Ela me mandou uma mensagem dizendo que poder\u00edamos ser filhas do mesmo pai, relatou a hist\u00f3ria que conhecia e me enviou fotos. Desde ent\u00e3o, outro universo se abriu. Guardei essa descoberta em segredo por muito tempo. S\u00f3 alguns anos depois tive coragem de contar para a mam\u00e3e, mas penso que ela nunca tenha contado para o papai \u2013 at\u00e9 porque, como j\u00e1 disse, eles tinham o entendimento de que essa aproxima\u00e7\u00e3o seria uma ingratid\u00e3o. E o assunto seguiu proibido.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Nunca encontrei minha irm\u00e3 pessoalmente, mas seguimos nos falando, ainda que menos do que eu gostaria. Ela me lembrou de uma teoria que t\u00ednhamos: a de que ela seria o meu irm\u00e3o g\u00eameo reencarnado, aquele que n\u00e3o resistiu ao parto. Curiosamente, ela nasceu exatamente um ano e um dia depois de mim. E essa ideia segue nos confortando, porque ela nos aproxima espiritualmente e afetuosamente. Ap\u00f3s um tempo, ela me colocou em contato com nosso pai via WhatsApp. Eu n\u00e3o me permiti muita intimidade, certamente por causa daquela culpa involunt\u00e1ria que eu carregava, acreditando que estava sendo ingrata com meus pais adotivos. Com minha m\u00e3e biol\u00f3gica n\u00e3o foi diferente, conversava por telefone em datas especiais, e quando ela adoeceu, passei a me comunicar mais vezes com uma sobrinha, motivada por not\u00edcias da sa\u00fade de minha m\u00e3e. Como ela partiu muito r\u00e1pido, tomada por um c\u00e2ncer devastador, acabei deixando de fazer as perguntas que tanto queria.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Essas perguntas sem respostas foram embora com a partida dos meus pais biol\u00f3gicos. Hoje, carrego uma dor e uma culpa imensas por n\u00e3o ter me aproximado deles depois que meus pais adotivos partiram. Falhei sem saber exatamente o porqu\u00ea. Travei. N\u00e3o consegui me aproximar da forma como hoje penso que deveria. Sei que ficar remoendo essa dor s\u00f3 me far\u00e1 mal, mas ainda me apego a ela; acho que \u00e9 uma forma de estar com eles, ainda que a uma vida de dist\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Mas nem tudo est\u00e1 perdido. Nesse desenrolar, descobri que tenho um tio, irm\u00e3o mais novo do meu pai, que por muito tempo foi o suporte da minha m\u00e3e biol\u00f3gica e dos meus irm\u00e3os. Conversamos algumas vezes por WhatsApp logo ap\u00f3s a partida do meu pai, mas ainda n\u00e3o consegui construir a proximidade que gostaria.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Percebo que em todas as minhas viv\u00eancias, talvez por um mecanismo de defesa, tenho a tend\u00eancia natural de n\u00e3o me abrir profundamente para ningu\u00e9m \u2013 amigos ou parentes. Construo uma barreira de seguran\u00e7a por medo de ser rejeitada ou deixada novamente. \u00c9 um sentimento do\u00eddo de n\u00e3o pertencimento que permeia minha exist\u00eancia, mesmo sabendo ser amada por muitas pessoas que tamb\u00e9m amo profundamente. Acredito que essa seja uma caracter\u00edstica frequente na filia\u00e7\u00e3o adotiva e tamb\u00e9m em filhos que passaram por rupturas familiares precoces. \u00c9 uma teoria emp\u00edrica minha, sem respaldo cient\u00edfico, mas baseada no que sinto no meu \u00edntimo. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sobre a minha pr\u00f3pria maternidade adotiva, na \u00e9poca da minha decis\u00e3o, surgiram os questionamentos, as cr\u00edticas veladas e os preconceitos travestidos de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Das in\u00fameras perguntas, as mais comuns eram: por que eu n\u00e3o tinha uma filha \u2018minha\u2019 (em uma produ\u00e7\u00e3o independente), ou por que eu n\u00e3o \u2018pegava\u2019 uma beb\u00ea para que ela viesse com o \u2018meu jeito\u2019. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Em primeiro lugar, o processo de ado\u00e7\u00e3o me legitimou como m\u00e3e. Portanto, minha filha \u00e9 minha para o resto da vida, pois o ato \u00e9 irrevog\u00e1vel. Em rela\u00e7\u00e3o a ter o \u2018meu jeito\u2019, sempre pensei que ela deveria ter o jeito dela \u2013 e ela tem, e muito, desde pequena. J\u00e1 o que eu transmitiria a ela em termos de conhecimento, valores e viv\u00eancias, isso viria (e veio) com o tempo. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Nunca me passou pela cabe\u00e7a fazer insemina\u00e7\u00e3o artificial ou fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro. Primeiro por quest\u00f5es financeiras, e segundo porque, independentemente de poder ou n\u00e3o engravidar biologicamente, a ado\u00e7\u00e3o sempre foi minha primeira op\u00e7\u00e3o pelo simples desejo de dar amor, afeto e me doar a uma crian\u00e7a que havia sido privada disso. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Muitas pessoas tamb\u00e9m me questionaram: \u2018Mas e quando sua filha quiser conhecer a fam\u00edlia dela?\u2019 Eu sempre respondi que a ajudaria a procur\u00e1-los. E foi exatamente o que fiz. H\u00e1 pouco mais de um ano, quando ela completou 18 anos, reencontrou sua fam\u00edlia biol\u00f3gica: irm\u00e3s, tias, primas e sobrinhos. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Depois de um ano e cinco meses na fila de ado\u00e7\u00e3o, no dia 10 de outubro de 2013, minha filha nasceu para mim. Ela tinha seis anos, quase sete. Uma menina muito linda, amorosa, carinhosa, dengosa e, tamb\u00e9m, bem geniosa. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Nossas vidas e hist\u00f3rias se entrela\u00e7aram e, em resposta a esse encontro, aprendi mais sobre mim mesma.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">A fase de adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi um mar de rosas \u2013 eu sabia que n\u00e3o seria \u2013 mas persistimos com amor. Seguimos superando cada obst\u00e1culo que surgiu e que ainda surgir\u00e1 na nossa caminhada. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Hoje j\u00e1 se passaram treze anos exercendo o papel mais desafiador com que Deus me presenteou. Nesse tempo, li artigos, estudei sobre educa\u00e7\u00e3o e, nos primeiros anos da ado\u00e7\u00e3o, participei de um grupo de apoio p\u00f3s-ado\u00e7\u00e3o que foi uma verdadeira b\u00ean\u00e7\u00e3o. Ali constatei que n\u00e3o estava sozinha. Com tudo isso, aprendi um pouco mais da arte da maternidade \u2014 e n\u00e3o falo apenas do filho adotivo, mas de todos os filhos.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sei que muitas pessoas julgam minhas escolhas e v\u00e3o continuar julgando, mas o defeito est\u00e1 nos olhos delas. Ningu\u00e9m vai caminhar os meus passos, nem viver a minha vida por mim e, principalmente, n\u00e3o v\u00e3o pagar as minhas contas. Sei tamb\u00e9m que, gra\u00e7as a Deus, n\u00e3o h\u00e1 apenas essas pessoas equivocadas no mundo. H\u00e1 muitas outras boas, e \u00e9 com elas que tenho de somar minhas for\u00e7as e mudar o mundo para melhor \u2013 porque eu acredito que estamos fadadas \u00e0 felicidade \u2013, cedo ou tarde. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;\">Certa de que n\u00e3o existe zona de conforto na vida \u2013 e na maternidade n\u00e3o \u00e9 diferente \u2013, vivemos num constante curso de autoconhecimento. Cada passo que dou, me conhe\u00e7o um pouco mais, descubro \u2018Lilis\u2019 que at\u00e9 outro dia sequer imaginei existir. Sigo tateando, muitas vezes no escuro, tentando a cada momento ser uma pessoa melhor. Muitas vezes falhando, mas persisto com muita paci\u00eancia, f\u00e9 em Deus e esperan\u00e7a de que tudo siga acontecendo da forma que d\u00e1 para ser. Tudo para que tenhamos uma vida mais leve e de alegrias cotidianas, juntas das pessoas queridas das nossas vidas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando iniciei minha jornada na maternidade adotiva, me preparei, naturalmente, mais teoricamente do que na pr\u00e1tica. Assisti a v\u00eddeos, filmes e acompanhei depoimentos \u2013 presenciais e virtuais \u2013 em grupos de ado\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m li diversos livros sobre ado\u00e7\u00e3o, maternidade e educa\u00e7\u00e3o. Antes de tudo, advirto: nenhuma teoria ou viv\u00eancia relatada por outras m\u00e3es se compara &#8230; <a title=\"Nossas hist\u00f3rias de ado\u00e7\u00e3o\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/?p=252\" aria-label=\"Read more about Nossas hist\u00f3rias de ado\u00e7\u00e3o\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":257,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[56,57,58],"class_list":["post-252","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronicas","tag-adocao","tag-familia","tag-familiadotiva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=252"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":255,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions\/255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cotidianamentelili.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}